Neste final de semana, alguns dos artistas da Companhia foram assistir ao espetáculo ”Holoclownsto”, que encerrou temporada na Caixa Cultural.
A diretora do trabalho é a Marcela Rodrigues. Trabalhamos, ambas como atrizes em ”De Quixote todos nós temos um pote”, do querido Paulo Rebello, em 2005. Nessa época a Marcela já era uma atriz com uma maturidade além da nossa (da minha com certeza!), com um olhar exigente sobre a sua arte e com uma inteligência cênica que parecia inscrita em seu DNA.
Anos depois, foi uma enorme satisfação ver um trabalho de uma TRUPE! Quanta verdade, poesia, dor e beleza, ao mesmo tempo, sem concessões. Poucas vezes risos se misturam às lágrimas quanto com esse espetáculo. Poucas vezes somos levados a questionar o nosso riso nascido do trágico, como em ”Holoclownsto”. Porque a Troupp consegue revestir a tragédia com as cores do lúdico. Que presente. Obrigada, clowns queridos, atores fantásticos, diretora talentosíssima!
Não colocarei link para ”Holoclownsto” aqui, mas sim para uma entrevista que a Marcela concedeu ao Sérgio Britto onde ela (e o ator Orlando Caldeira) falam do trabalho da Troupp, mas especificamente da primeira montagem deles, ”Cidade das Donzelas”. Prestem atenção aos detalhes, às jornadas tanto dos artistas quanto de um espetáculo bem sucedido e, dada uma das nossas pesquisas, a questão da Comedia dell’Arte e da Farsa.
http://www.youtube.com/watch?v=4u8CJAMJhLE&feature=youtu.be
Segue também um link para um material sobre a ”Cidade das Donzelas”. Assistam sem pressa!
http://www.youtube.com/watch?v=TD6kUtyC004&feature=related
E, por fim, os ciberendereços da Troupp: https://www.facebook.com/Troupp.Pas.Dargent
e http://troupppasdargent.webnode.com//
Que vontade de ver mais e de novo! Até.
Andréa Terra

janeiro 24, 2012 às 11:51 pm |
Esse foi um dos espetáculos que mais me fizeram pensar no que eu estava vendo e ao mesmo tempo trazer a imagem para nossa realidade. Um trabalho lindo.
Beijos!
janeiro 24, 2012 às 11:54 pm |
muita vontade de ver de novo! a peça é mágica, me emocionei demais
janeiro 25, 2012 às 9:38 am |
Bem, muitos sabem que eu não gosto de palhaço. Quando Andréa nos indicou a peça, me fiz de morta, pois não estava a fim de ver palhaços. Mas quando ela colocou que seria importante para o nosso trabalho de “…onde tudo não morre.”, pensei: vamos ao trabalho. Que bom que fui assistir! É um trabalho lindo! Não são palhaços simplesmente da forma como os vejo e não gosto. São clowns, há toda uma técnica. Quanta poesia! O momento das bolinhas de sabão é mágico. E a sutileza de nos fazer pensar que estamos rindo de algo que na realidade não tem graça nenhuma (holoclasto). Valeu muito a pena assistir. O final é impactante!
Beijinhos a todos! : )